terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A verdade é...

Exitem tantas verdades que eu gostaria de dizer, algumas que o meu coração anseia gritar, tenho certeza que aos poucos vou pontuá-las, aprender a vivê-las e quem sabe conviver com algumas delas... Por enquanto, começo com uma música interpretada por Paulo César Baruk.


A verdade é que eu não entendo tudo ao meu redor
mas pela fé eu vou viverA verdade é que eu não caminho sobre mar
mas pela fé eu vou confiar

O meu caminho vai além do que os olhos podem ver
O meu futuro é de paz e eu creio vai amanhecerVai amanhecer, vai amanhecer

A verdade é que a dor é bem maior do que eu pensei
mas pela fé eu vou lutarA verdade é que até sobre mim mesmo eu me enganeiMas pela fé eu vou recomeçar

O meu caminho vai além do que os olhos podem ver
O meu futuro é de paz e eu creio vai amanhecer
Vai amanhecer, vai amanhecer

A noite quer me assustar, mas eu não vou me entregareu sei, o sol vai voltar

(Vai Amanhecer ,Paulo César Baruk)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ela falou tudo o que eu queria realmente falar... By Adelita Siqueira.

Depois de longos dias em silêncio, calada, por opção, diante de tantos sentimentos e situações, resolvi ser interlocutora do meu próprio mundo... 
Há alguns dias estava lendo um blog, que sigo, e me deparei com uma declaração  que parecia, de verdade, ter vindo lá do íntimo do meu coração... Com a autorização da autora, citada no título, compartilho mais um pouquinho de mim, narrado em linhas e entrelinhas por outra pessoa, mas expressando com clareza o que grita o meu coração!!!


Referênciahttp://adelitasiqueira.blogspot.com/2012/01/por-um-momento-ele-e-eu-olhamos-para-o.html


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Por um momento, ele e eu, olhamos para o mesmo horizonte. Experiência e aprendizado. Sabedoria e incostâncias. Históriascontatadas por ele, sonhos cultivados em mim. Tenho aprendido a aprender com pessoas como ele.
Cada dia que passa tenho entendido que não é pra qualquer pessoa que a gente conta nossos sonhos, que a gente escrevecartas, que a gente abre o coração, que a gente lê nossos poemas. Fazer uma dessas coisas por "hábito" apenas seria como jogar pérolas aos porcos. Há pessoas e momentos pra se fazer cada uma dessas coisas. É preciso saber quando compartilhar os segredos do coração e entender quando ficar em silêncio. E silêncio não é apenas ficar quieto, mas é saber quando ouvir.
Tenho aprendido também que não preciso emprestar meus ouvidos para aquilo que não me acrescenta, não me edifica, não me torna melhor. Não sou obrigada a ouvir quem não me conhece me dando conselhos que não pedi a respeito de coisas que nunca compartilhei. "Cada um tem aquilo que tolera". Eu já não tolero mais certas inconveniências. Não tenho maisdisposição para atender aos desejos dos outros para agradar. Estou no limite da minha complacência, se é que ainda tenho alguma.
Então não preciso perder tempo com quem quer apenas me julgar, sem me conhecer, sem saber minha história, sem camihar comigo mais uma milha.Tenho referências pra seguir. Exemplos pra admirar. Pessoas que não abriram mão de seus princípios, apesar de dificuldades. E é com elas que quero aprender mais e mais a cada dia. Pessoas que valem a pena investir tempo, amizade e carinho. Pessoas que me amam mesmo não concordando com tudo, mas que me aceitam como sou. Não preciso mendigar a aceitação de estranhos, nem de conhecidos.
Enquanto algumas pessoas estão ocupadas me julgando e condenando, pego um banquinho e me assento com aquelesque, mesmo por um momento, podem olhar comigo para o mesmo horizonte. Pois o que importa pra mim é aprender com quem, realmente, tem algo para ensinar.
Que em 2012 a gente poupe esforços para tentar agradar todo mundo e invista em quem realmente vale a pena.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Divulgando....



Tenho trabalhado a meses em cada trabalho... Dedicado meu tempo, minhas noites, meu sono....
Conto com vocês!!!!!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sem medo

Nunca vou me esquecer daquela manhã de sábado em meados do final de 2007, sinceramente... nunca vou me esquecer...
Naquele dia ao chegar no ensaio, tudo o que eu pedira para Deus era uma resposta clara, estava em busca de ouvi-lo e era somente aquilo que eu queria...
... A palavra que eu recebera naquela manhã foi tão clara  que dentro de mim eu tinha certeza que jamais a esqueceria, realmente eu não me esqueci, mas hoje em especial, lembrei dela como se novamente a tivesse escutando de novo, e por isso, decidi unir a lembrança da forte palavra ministrada pelo meu líder naquela manhã, com o que pulsa no meu coração hoje:

Acho que naquela manhã eu buscara algo concreto de Deus, mas obtive algo diferente do que buscara, obtive uma palavra de vida que mudaria para sempre os meus dias; lembro-me claramente daquela metáfora que meu líder usou, que muitas vezes somos como presentes bem embrulhados com o papel mais bonito, ficamos tão cômodos dentro do nosso embrulho, mas o que Deus mais quer é nos desembrulhar para que possamos ver e viver o novo, a novidade, o outro mundo que está aquém de tudo aquilo que vivemos; posso recordar da seguinte afirmação citada por ele: “É! Mas o novo nos dá medo...E é natural, já que precisamos ser descobertos para isso, precisamos tirar o embrulho, precisamos estar sem as nossas vestes, aquilo que nos representa proteção”.
É isso! Não foi atoa que acordei lembrando disso hoje, não foi! Descobri refletindo sobre esses últimos dias, que por muitas vezes eu tive que me desembrulhar para o novo, mas que por infinitas vezes naturalmente fui me embrulhando de novo.... Como isso é paradoxo! Mas é exatamente assim!!! Acordei hoje não somente com a certeza de que é hora de desembrulhar novamente, como com uma palavra de confirmação para tal sugestão:

“Alargue o lugar de sua tenda, torne ainda maior o lugar aonde você mora e não faça economia nisso. Encompride as cordas e pregue bem as estacas. Pois você se estenderá para a direita e para a esquerda; seus descendentes desapossarão nações e se instalarão em suas cidades abandonadas. Não tenha medo; Você não sofrerá vergonha. Não tema o constrangimento; você não será humilhada. Você esquecerá como foi humilhada como era jovem, e não lembrará mais da desgraça da sua viuvez. Pois o seu criador é o seu marido, o Senhor dos Exércitos é o seu nome, o Santo de Israel é o seu Redentor, o Deus do mundo inteiro a salvará...” (Isaías 54:2-5)

Eu poderia continuar, já que o capítulo inteiro falou comigo, e veio como uma confirmação; mas paro por aqui e deixo você terminar de ler em sua bíblia... Agora pouco, lendo a palavra citada acima em minha antiga bíblia encontrei a seguinte anotação:
“...e não me deixe esquecer o que queres de mim.”
Realmente desembrulhar  dá medo,  alargar a tenda assusta...  Mas é vencendo essas barreiras que tocamos na promessa.
Tenho certeza: Já caminhei de mais te aqui, tentei pegar o vento, me esforcei para contar os grãos de areia, dediquei tempo somando as estrelas e esqueci de mais uma vez me desembrulhar.

Ele me quer desembrulhada, com tendas alargadas e “sem medo”.

E para complementar todas essas palavras e co-ligações, abaixo um texto de Alberto Caeiro, que também expressa o que eu quero dizer, parece arrancado de dentro de mim, como um punhal  enfincado na carne:

     "Deste modo ou daquele modo. 
     Conforme calha ou não calha. 
     Podendo às vezes dizer o que penso, 
     E outras vezes dizendo-o mal e com misturas, 
     Vou escrevendo os meus versos sem querer, 
     Como se escrever não fosse uma cousa feita de gestos, 
     Como se escrever fosse uma cousa que me acontecesse 
     Como dar-me o sol de fora.
     Procuro dizer o que sinto
     Sem pensar em que o sinto.
     Procuro encostar as palavras à idéia
     E não precisar dum corredor
     Do pensamento para as palavras

     Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir. 
     O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado 
     Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.

     Procuro despir-me do que aprendi, 
     Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, 
     E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, 
     Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, 
     Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro, 
     Mas um animal humano que a Natureza produziu.

     E assim escrevo, querendo sentir a Natureza, nem sequer como um homem, 
     Mas como quem sente a Natureza, e mais nada. 
     E assim escrevo, ora bem ora mal, 
     Ora acertando com o que quero dizer ora errando, 
     Caindo aqui, levantando-me acolá, 
     Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso.

     Ainda assim, sou alguém. 
     Sou o Descobridor da Natureza. 
     Sou o Argonauta das sensações verdadeiras. 
     Trago ao Universo um novo Universo 
     Porque trago ao Universo ele-próprio.

     Isto sinto e isto escrevo
     Perfeitamente sabedor e sem que não veja
     Que são cinco horas do amanhecer
     E que o sol, que ainda não mostrou a cabeça
     Por cima do muro do horizonte,
     Ainda assim já se lhe vêem as pontas dos dedos
     Agarrando o cimo do muro
     Do horizonte cheio de montes baixos."

                                                                   (Alberto Caeiro)


Sei que Deus falou co você.
Boa terça!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ainda me perco em meus pensamentos, me pego indagando sobre tantas loucuras onde pouco importa a razão.... Noto que a distância entre "o coerente" e os diversos impulsos de insanidade é o caminho percorrido por mim todos os dias, em vias de mão dupla, lá onde eu vou e volto...
Não é bem assim.... Uma mera comparação...  De quem eu era, do que eu fazia e porque eu fazia, e quem via... Chega!!!
...Ainda me lembro bem, o quanto detestava não conseguir arrumar os meus cabelos sozinha aos sete anos, e como isso me custava tamanha dor ao ser comparada com a minha amiga que conseguia... Consigo recordar o meu tamanho esforço para colorir corretamente sem passar das linhas, a minha imensa vontade de aprender a utilizar corretamente o giz de cera, de tantas tardes tentando entender os deveres de casa sob enorme pressão, sempre de baixo de comparação...A quem importa se minha perna nunca chegou a cabeça, enquanto tudo o que eu sempre quis, e fiz, foi simplesmente poder viver a dança???? Ou se meus cabelos não eram tão compridos para fazer uma bela trança???? A quem realmente interessa se as minhas palavras  nem sempre são tão escolhidas, se eu optei por não usar máscaras, se as minhas brincadeiras são tão espontâneas quanto eu??? 
Sabe, não é que eu era.... Sou quem eu SOU, quem realmente eu sou... Eu não sou aquilo que as pessoas precisam ver... Eu sou aquilo que Deus precisa saber.... Eu não sou uma mera comparação entre o que eu fui, o que sou e o que posso ser... Eu sou EU... cercada de decisões importantes para tomar... Tendo a oportunidade de vencer o medo, mesmo que seja em silêncio, ao menos por algum tempo... Mesmo que seja tocando em meus próprios olhos, cheios de lágrimas, para ver se consigo compreender melhor as coisas... Mesmo sentindo a dor da comparação...  Ou percebendo que inevitavelmente uma hora se é considerado uma má influência para alguém, a ponto de não poder sair pra lanchar livremente com que se quer.... Até mesmo encontrando razões, saudosismo, manifestações de desaponto, onde deveria se encontrar amor, ou no mínimo a busca por compreensão.

Nem sempre é tão ruim ir dormir chorando...
Nem sempre é tão fácil acordar com o travesseiro molhado....

Essa sou EU e Deus se importa. Sei que Ele conta os minutos para o nosso momento diário, e eu para estar com quem realmente me conheço pelo que sou e não pelo que faço.


Já se sentiu assim????
Optei pelo silêncio desconexo.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Um Mês

Em minha última postagem falei que no dia seguinte iria atualizar o meu blog com algumas experiências e fotos da minha viagem, mas está impossível, kkkk!!!
Desde que voltei tudo está muito corrido para mim, no trabalho, em casa, e em diversas outras atividades, confesso que mal desfiz as minhas malas ainda, e olha que já fazem 8 dias que eu voltei... Mas enfim, não esqueci, tenho muita coisa para contar e algumas fotos muito significativas para postar, porém não vai ser por agora... Talvez no fim de semana eu consiga começara a escrever sobre isso.
Ahhh! Na sexta feira fui surpreendida com uma mensagem de texto no celular de uma pessoa bem especial me parabenizando por um mês de postagens no meu blog... Nossa! Fiquei extremamente feliz! E esse é o motivo do meu tema hoje.
Depois da citada mensagem no meu celular, parei para pensar o quanto escrever tem me feito bem, há alguns anos, antes de me entregar para a dança, escrever era a minha maior paixão. Sabe, eu não escrevo para ser compreendida, para ser percebida, ou para desabafar, eu escrevo, porque por meio dessa singela e particular atitude faço vínculos com o mundo ao meu redor, com o meio, compartilhando meus dramas diários, meus contos pessoais, confraternizando as minhas idéias com as idéias daqueles que me cercam.
Não é um relatório pessoal, ou uma maneira de fazer com que minha voz seja ouvida, é a gloriosa idéia de fazer arte, mesmo que com palavras, de tocar em outros corações que não o meu, de ser identificada em outro ser... O que seriamos de nós, seres humanos se não tivéssemos a possibilidade de nos parecer com alguém???? É incrível como eu me pareço com algumas pessoas tão próximas, e como algumas pessoas tão distantes parecem ler os meus pensamentos e  expressá-los tão bem, como se me conhecessem, ainda bem que elas se dispuseram a compartilhar um pouco de si com o mundo, assim eu não me sinto tão sozinha nessa jornada. Poderia citar algumas pessoas.... Mas baseado no que tenho dito, se torna desnecessário, já que vai além de um relato de vida para que outros simplesmente vejam e não passe disso.
Temos a necessidade de enfrentarmos a vida tendo conosco a certeza de que outras pessoas sentem, ou já sentiram coisas similares, tenho certeza que é exatamente por isso que Deus nos deu de presente a bíblia, para que tenhamos a certeza de que pessoas tão humanas quanto nós existiram e tiveram as suas histórias dignas de serem narradas, descritas, observadas... Porque?? Simplesmente porque servem até hoje de ponto de identificação para nós. Com certeza algumas dessas histórias não são para imitarmos, mas para aprendermos mesmo que seja com erros... já outras, passos incríveis para seguirmos... E algumas para confortar o nosso coração humano nos lembrando que alguém também passou por isso ou aquilo.

Essa é a arte de escrever, mais uma expressão que corre em minhas veias..


Eu sempre soube que não sou normal, tão pouco quis ser... Ou me moldar ao padrão de pessoas normais... Tenho um coração de artista e isso me faz um ser especial... o meu desafio nesse mundo é aperfeiçoar-me a cada dia, para viver tudooooo o que ela tem para mim em seu mínimos detalhes; sem deixar que minhas limitações me façam me perder dentro de mim , nesse extenso universo existente no meu interior!

Até maissssssssssss!!!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Será que ele leu meu pensamento????

Depois de alguns dias viajando, refletindo, sonhando...
Não encontrei maneira melhor de voltar a postar se não com uma reflexão de Fernando Pessoa, pensamento esse, que eu já conheço há algum tempo, mas que tomou conta de mim outra vez por meio de uma "publicação" de uma colega no "facebook". Sério! "Será que ele leu meu pensamento???" Porque é isso, exatamente isso que eu sinto hoje!!!
A partir de amanhã falarei um pouquinho da viagem, dos meus pensamentos e experiências de cinco dias maravilhosos, postarei algumas fotos, mas enquanto amanhã não chega....

...Deliciem-se:
Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.
 
“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha".